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Para financiar o imóvel fora do programa federal

Os interessados em financiar um imóvel fora do programa Minha Casa Minha Vida podem encontrar uma boa negociação dentro da linha Pró-Cotista. Isto porque ela é uma das mais baratas do país.


Publicado em 24 Janeiro 2018

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Para financiar o imóvel fora do programa federal

Os interessados em financiar um imóvel fora do programa 'Minha Casa Minha Vida' podem encontrar uma boa negociação dentro da linha Pró-Cotista. Isto porque ela é uma das mais baratas do país, com taxa de juros que variam de 7,85% a 8,85% ao ano, permitindo a liberação de até 80% do valor do imóvel novo ou 70% do valor do imóvel usado. Oferecida pela Caixa e suspensa no ano passado, a Pró-Cotista é voltada para trabalhadores que tenham mais de três anos de vínculo com o FGTS e que não tenham no local de residência ou de trabalho outro imóvel em seu nome.

 

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) no Rio de Janeiro, Sérgio Rodrigo Campos Monteiro, lembra que, além destas regras, é preciso observar que o limite do valor do imóvel varia dentro do território nacional. "Não podendo ter valor superior a R$ 950 mil para os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, e R$ 800 mil para os demais estados", completa.

 

Para ele, a linha pró-cotista é muito importante para fomentar o mercado. "Ela atinge uma classe regular (trabalhador formal com contribuição ao FGTS) e oferece condições extremamente vantajosas para quem deseja adquirir imóveis de valor consideravelmente elevado, com taxa de juros bastante atraentes, se comparadas, por exemplo, com a linha de financiamento com recursos da poupança", explica.

 

BOLA DE NEVE

 

Por outro lado, Monteiro diz que a notícia deve ser encarada com cautela, pois a linha tem sido um problema para os mutuários há cerca de três anos. E é cada vez mais comum terminar o crédito antes do prazo previsto. "Essa bola de neve parece não ter fim, uma vez que as novas suplementações, em valor menor como a que ocorre nesse ano de 2018, podem não ser capazes de atender os contratos pendentes e as novas demandas dos mutuários candidatos a financiamento. Assim, com uma nova ausência de recursos, as vendas de imóveis tendem a se manter em um patamar baixo ou até mesmo diminuir, já que falta recurso", comenta.

 

O diretor orienta que o mutuário faça a análise de crédito previamente e busque junto ao gerente habitacional da Caixa informações sobre os recursos da linha e da viabilidade de se concretizar o negócio para evitar problemas. "Um financiamento não assinado dentro da linha pró-cotista gera duas situações: rescisão da promessa de compra e venda ou assinatura de financiamento em outra modalidade muito menos benéfica. Em ambas as situações, quem perde é o comprador, seja porque pode ter de arcar com uma penalidade contratual, ou com um financiamento mais caro", esclarece.


Fonte: ADEMI