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Goiânia é uma das dez melhores cidades para se investir em imóveis

Especialista aponta que mercado imobiliário está em alta na cidade


Publicado em 22 Dezembro 2020

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Goiânia é uma das dez melhores cidades para se investir em imóveis

Goiânia é a sétima melhor cidade do Brasil para se investir em imóveis. Quem afirma isso é a Urban Systems, empresa que analisa o mercado imobiliário no País. São oito indicadores considerados, entre eles, geração de empregos no setor e demanda por novos domicílios nas cidades com mais de 100 mil habitantes.

Marcelo Moreira, diretor de comunicação da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), explica que a capital goiana ainda é jovem, o que amplia o horizonte do mercado imobiliário na cidade.

“Goiânia é uma cidade que cresce constantemente a sua população e que possui um grande impacto do agronegócio, que vive uma alta. Essa demanda por novos imóveis faz o dinheiro circular e movimentar o mercado da cidade”, complementa Marcelo.

De acordo com a Ademi-GO, outro destaque seria que o preço do metro quadrado da capital ainda é muito baixo em relação às outras capitais, o que implica em potencial de valorização alto.

Esse argumento encontra base na pesquisa FipeZap de novembro, que compara o valor dos imóveis no Brasil. O preço médio do metro quadrado em Goiânia está em 4.446 R$/m². Das 16 capitais que aparecem na lista, a de Goiás é a segunda mais barata. Os m² mais caros do país, contando capitais e não capitais, ficam no Rio de Janeiro (9.409 R$/m²), São Paulo (9.294) e Brasília (7.988).

Em relação à taxa de empregos, a capital goiana sofreu bastante com os impactos da pandemia de Covid-19. No total, a cidade perdeu mais empregos do que gerou, em 2020. Foram 7.829 desligamentos a mais do que contratações. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

Contudo, os mesmos índices mostram que, em outubro, o saldo de empregados variou positivamente, o que mostra uma recuperação da força trabalhista na cidade. Foram no total 17 mil admissões e 14 mil demissões, tendo assim, um saldo positivo de 3 mil empregos gerados.

 

Aquecimento do mercado

Embora o preço do metro quadrado em Goiânia seja considerado baixo, em relação a outras capitais, Marcelo Moreira aponta que essa tendência não deve se manter. “Esse ano teve um aquecimento nas vendas e os preços subiram um pouco. Goiânia está se valorizando e esse preço mais baixo vai deixar de ser realidade”, destaca.

De acordo com os dados mais recentes da Ademi-GO, mesmo com a influência da pandemia, a compra de imóveis no primeiro semestre de 2020 foi 41,7% maior do que no mesmo período do ano anterior. Um dos fatores apontados por Marcelo para este aquecimento do mercado é a baixa histórica da taxa Selic.

“A taxa de juros nunca esteve tão baixa quanto neste ano. As parcelas estão baixíssimas e os bancos estão mais favoráveis ao financiamento. O melhor momento [para se investir em um imóvel] é agora, somando um preço oportuno com essas condições ideias”, destacou o diretor da Ademi.

 

Qualidade de vida

Dentre os fatores ressaltados pela pesquisa da Urban System é a qualidade de vida em Goiânia. Um dos índices levados em consideração é a arborização da cidade. A taxa chega a 89,5% na capital goiana. Soma a isso o fato do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do município ser de 0.799, o que é considerado alto na escala, que vai de 0 a 1. Os dados são do Censo 2010 do IBGE.

Além disso, a população jovem volumosa de Goiânia. Segundo dados do IBGE, ainda em 2010, a população da capital entre 20 e 29 anos – fase em que costuma-se comprar ou alugar seu primeiro imóvel – era de mais de 135 mil. Atualmente, com base nas estimativas do IBGE, este número se aproxima dos 160 mil.

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Fonte: Jornal Opção